No dia 06 de março ocorreram explosões solares de classe X (que é a mais intensa, seguida da classe M e C). Esse despertar do sol ocorre em ciclos regulares de atividade, que a cada 11 anos aproximadamente se intensificam e provocam tempestades que às vezes deformam e inclusive atravessam o campo magnético da Terra.
Especialistas indicaram que a atual temporada de tempestades é a mais intensa registrada desde setembro de 2005 e que provocam efeitos especiais únicos como as auroras boreais. Portanto devemos nos acostumar com notÃcias sobre explosões solares em 2012, pois ocorrerão seguidamente.
Para os seres humanos, a princÃpio, não tem malefÃcio fÃsico algum, visto que a Terra tem um campo magnético que protege o planeta, chamado de Magnetosfera. Porém, para os satélites, GPSs, aeroportos, computadores, celulares essas tempestades podem gerar uma pane, e não se sabe como estes aparelhos reagirão. No último perÃodo de atividades solares, não tÃnhamos toda essa tecnologia.
O Brasil neste aspecto é privilegiado, pois estamos longe dos pólos e próximos da linha do Equador, o que nos protege das interferências destas tempestades. Em janeiro, os cientistas detectaram duas erupções no perÃodo de quatro dias, o segundo dos dois clarões alcançou a Terra cerca de 34 horas depois da erupção, em vez dos dois ou mais dias que habitualmente esse deslocamento demora.
Como ocorre a tempestade solar?
O Sol tem toda sua energia sendo gerada no núcleo, com temperaturas que alcançam 15 milhões de graus centÃgrados. Com fusões nucleares, 5 milhões de toneladas de energia são geradas junto a um magnetismo intenso. São esses grandes campos magnéticos que criam curvas sobre a superfÃcie solar, que ficam esticadas e distorcidas em todos os sentidos de maneira irregular. Quando as curvas colidem, um curto-circuito é produzido e faz com que toda a energia seja liberada.